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PPGPCA inicia atividades no Campus Chapecó com aula inaugural aberta ao público

Novo Mestrado Profissional em Computação Aplicada aposta na integração entre academia e mercado e começa com evento sobre inovação na indústria de software

Lilian Simioni - Assessoria de Comunicação do Campus Chapecó — 17 de Março de 2026 — Atualizado em 17/03/2026

PPGPCA inicia atividades no Campus Chapecó com aula inaugural aberta ao público

O recém-criado Programa de Pós-Graduação Profissional em Computação Aplicada (PPGPCA) da UFFS - Campus Chapecó promove, na sexta-feira (20), às 19h30, sua primeira aula inaugural. O evento, que será realizado no auditório do Bloco C e é aberto ao público, marca o começo das atividades do mestrado e propõe uma discussão central para a área: a conexão entre pesquisa acadêmica e o mercado de tecnologia.

A aula terá formato de palestra/entrevista, em estilo TED Talk, com a professora convidada Ana Márcia Debiasi Duarte, que abordará o tema “Onde a pesquisa encontra o mercado: como transitar entre a academia e a indústria de software”. Conforme o coordenador do curso, Samuel Feitosa, a proposta dialoga diretamente com o perfil do programa, que busca formar profissionais capazes de atuar tanto na produção de conhecimento quanto na aplicação prática de soluções tecnológicas.

Criado em resposta ao crescimento do setor tecnológico na região, o PPGPCA inicia sua primeira turma com 15 estudantes selecionados. As aulas são presenciais e o curso foi estruturado também no sentido de atender a demanda regional por profissionais com capacidade de desenvolver soluções avançadas e inovadoras.

Conforme o coordenador do programa, o diferencial do mestrado está na proposta aplicada. “Enquanto o mestrado acadêmico tradicional se concentra na expansão do conhecimento teórico, o PPGPCA foca na ciência que resolve”, afirma. Ele explica que, além da dissertação, os estudantes são estimulados a desenvolver produtos concretos, como softwares, protocolos, patentes ou frameworks, sempre vinculados a problemas reais.

Entre a operação e a inovação

A criação do programa também responde a um gargalo identificado no ecossistema tecnológico regional. De acordo com Feitosa, embora o mercado local absorva um número significativo de desenvolvedores, ainda há carência de profissionais com formação avançada em pesquisa e desenvolvimento.

“O grande desafio hoje não é apenas operar tecnologia, mas gerar inovação de alto nível. Faltam profissionais com visão sistêmica, capazes de aplicar inteligência artificial, análise de dados e otimização em problemas complexos”, destaca Feitosa. Para ele, o PPGPCA ocupa justamente esse espaço, conectando a prática profissional à investigação científica.

Essa proposta se traduz também na forma como o curso será conduzido. Os projetos desenvolvidos ao longo do mestrado devem estar vinculados a desafios enfrentados por empresas, cooperativas ou instituições públicas. A ideia é que a sala de aula funcione como um ambiente de desenvolvimento de soluções aplicadas, aproximando universidade e sociedade.

Ciência com aplicação real

Apesar do foco prático, o coordenador ressalta que a aplicabilidade não reduz o rigor acadêmico. “A aplicabilidade não significa simplificação. Pelo contrário, exige profundidade. A ciência fornece o método e o entendimento; o mercado apresenta os problemas reais. Sem rigor científico, a solução não escala. Sem aplicação, o conhecimento não sai do papel”, afirma.

Nesse contexto, Feitosa explica que a aula inaugural foi pensada como um primeiro movimento de aproximação entre esses dois universos. O evento é direcionado não apenas à comunidade acadêmica, mas também a profissionais do setor tecnológico e gestores interessados em inovação. “O convite é especialmente relevante para quem sente que as soluções prontas já não são suficientes e que precisa de métodos mais estruturados para resolver problemas complexos”, explica Feitosa.

Inovação como objetivo central

Mais do que formar mestres, o PPGPCA tem uma ambição: gerar impacto concreto na região. A expectativa é de que os projetos desenvolvidos pelos estudantes resultem em soluções aplicáveis, capazes de contribuir para o desenvolvimento tecnológico e econômico local.

“Formar mestres é o meio. O objetivo principal é gerar inovação regional. Se conseguirmos isso, a consolidação da UFFS como referência será uma consequência natural”, afirma o coordenador.

Para o coordenador, o programa se apresenta como um novo passo na consolidação da universidade na área de tecnologia. Com isso, amplia a atuação em pesquisa aplicada e fortalece a relação com o setor produtivo.

Aula inaugural do PPGPCA UFFS – Campus Chapecó

Tema: “Onde a pesquisa encontra o mercado: como transitar entre a academia e a indústria de software”
Convidada: professora Ana Márcia Debiasi Duarte
Data: 20 de março
Horário: 19h30
Local: Auditório do Bloco C
Evento aberto ao público

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