Campus Erechim terá “Diálogos com os Artistas”

Publicado em: 22 de outubro de 2014 12h10min / Atualizado em: 09 de janeiro de 2017 08h01min

Ainda como parte da programação do Diversa (Dias de Integração: Vivendo em Rede o Saber e a Arte) e da II Semana UFFS de Arte e Intervenção no Espaço Urbano, acontece nesta quinta-feira (23), no Campus Erechim, uma sessão de “Diálogos com os Artistas”. A atividade será realizada às 19h, no hall do 3º andar da UFFS, e contará com a presença do artista plástico Dudu Antunes, idealizador da Mostra “Raízes do Mundo”, montada na Universidade, e de um grafiteiro da Associação de Arte de Rua de Erechim, cujos trabalhos estão espalhados pelos corredores da Universidade.

Logo após a atividade, será servido um coquetel em homenagem aos artistas.

Raízes do Mundo

Conforme o autor da instalação artística “Raízes do Mundo”, a obra “nos mostra que 'saber e não fazer' é o mesmo que não saber. Já que ao nos colocarmos nesta posição cômoda e oportuna ao mesmo tempo, distorcemos a nossa visão para com a importância da individualidade de cada tribo existente no mundo, gerando, assim, o início de uma rivalidade existente há gerações”.

Segundo Dudu Antunes, “os elementos da obra nos materializam questões profundas sobre a diversidade e a semelhança das culturas e da espécie humana”.

Grafite

Conforme o professor Daniel de Bem, que coordenou as atividades da II Semana UFFS de Arte e Intervenção no Espaço Urbano, o Grafite é um movimento estético contemporâneo, difundido a partir de Nova York, nos anos 70, muito ligado com as culturas dos jovens da periferia, na sua maioria de grupos étnicos minoritários (como negros e latinos) e marginalizados socioeconomicamente.

“Dos anos 70 para cá, e dos EUA para o mundo, o grafite se espraiou e aprimorou suas técnicas e desenhos, sempre utilizando como suporte (mas não só) as paredes da paisagem urbana, em um movimento duplo de ressignificar essa paisagem e assinalar a presença, a crítica e o pertencimento desses jovens à sociedade urbana”, explica o professor.

Segundo ele, é nesse contexto que os três grafites expostos na UFFS mostram a existência desse movimento em Erechim, “a autonomia e o empoderamento dos jovens para fazer arte e provocar a reflexão aqui, ali, em qualquer lugar”.