A Universidade Federal da Fronteira Sul teve seis projetos de extensão aprovados no Edital nº 002/2025, promovido pelo Itaipu Parquetec em parceria com a Itaipu Binacional. As propostas integram o Programa de Extensão para Sustentabilidade Territorial e são voltadas aos Núcleos de Cooperação Socioambiental do Paraná e do Sul do Mato Grosso do Sul.
As atividades tiveram início em 2 de março de 2026 e serão desenvolvidas ao longo de nove meses, em articulação com ações de ensino e pesquisa. Cada projeto estabelece relação com, no mínimo, dois Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 e está vinculado ao processo de curricularização da extensão da UFFS, fortalecendo a integração entre Universidade e território.
Conforme a diretora de Extensão da UFFS, Marcela Alvares Maciel, “as iniciativas aprovadas evidenciam a diversidade e o alcance da atuação extensionista da universidade, abrangendo áreas como segurança alimentar, preservação ambiental, cultura, educação e enfrentamento das mudanças climáticas. Cada proposta foi contemplada com três bolsas de extensão, sendo duas destinadas a estudantes de graduação, ampliando as oportunidades de formação acadêmica vinculada às demandas sociais”.
A aprovação dos projetos reforça a inserção internacional da UFFS como instituição integrante da United Nations Academic Impact (UNAI), iniciativa da United Nations (ONU), a qual reúne universidades comprometidas com princípios como sustentabilidade, direitos humanos, acesso ao conhecimento e responsabilidade social. Nesse contexto, as ações extensionistas da UFFS contribuem para a implementação local dos ODS, articulando conhecimento acadêmico, participação comunitária e desenvolvimento territorial.
Para o pró-reitor de Extensão e Cultura, Willian Simões, “a aprovação das propostas reafirma o papel estratégico da extensão universitária no enfrentamento das mudanças climáticas e na promoção do desenvolvimento sustentável, em consonância com os compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito da Agenda 2030”.
“Os projetos aprovados evidenciam a capacidade da UFFS de articular conhecimento acadêmico, saberes comunitários e ação territorial para responder a desafios globais, como a crise climática. A extensão universitária é um espaço fundamental de construção coletiva de soluções, especialmente quando orientada pelos princípios da sustentabilidade, da justiça social e dos direitos humanos”, destaca.
Entre os destaques está a atuação junto a comunidades tradicionais. O projeto “Água, vida, trabalho e dignidade: preservando as nascentes e o taquaruçu na Terra Indígena Rio das Cobras”, coordenado pela professora Nadia Teresinha da Mota Franco, tem como foco a proteção de recursos hídricos essenciais para a população indígena, articulando saberes tradicionais e conhecimento científico.
Na área de segurança alimentar e geração de renda, foi aprovada a proposta “Produção agroecológica de frutas e hortaliças para geração de renda e segurança alimentar na Região da Cantuquiriguaçu”, sob coordenação da professora Claudia Simone Madruga Lima, que incentiva práticas sustentáveis e o fortalecimento da agricultura familiar.
A educação ambiental frente à crise climática também ocupa lugar central entre os projetos selecionados. A iniciativa “Desastres Naturais e Mudanças Climáticas”, proposta por Deise Maria Bourscheidt, busca capacitar jovens em estratégias de mitigação, prevenção e monitoramento de impactos socioambientais. Complementando essa frente, a professora Ceyça Lia Palerosi Borges coordena oficinas de educação ambiental e conservação dos recursos hídricos em espaços não formais.
A lista inclui ainda ações culturais e comunitárias, como o projeto “Jardim Botânico: comunidade”, de Berta Lúcia Pereira Villagra, e “Baú Mágico: contação de histórias na Educação Infantil”, proposto por Vanessa Campos de Lara Jakimiu, iniciativas que fortalecem vínculos sociais e ampliam o acesso à cultura desde a infância.
A presença dos ODS como eixo estruturante das propostas evidencia o potencial da extensão universitária como espaço de formação cidadã e produção de conhecimento em diálogo com a sociedade. Os projetos também fortalecem o processo de curricularização da extensão na UFFS, ampliando a participação de estudantes em atividades formativas junto às comunidades. Dessa forma, a experiência extensionista passa a integrar o percurso acadêmico, aproximando a formação universitária dos desafios da Agenda 2030 e das demandas concretas dos territórios onde a Universidade atua.