No dia 10/03, no auditório do Bloco A da UFFS - Campus Cerro Largo, ocorreu a roda de conversa "Vozes Femininas: Sabedorias que Curam e Educam", com a participação das convidadas:
- Eunete Pereira Tikuna - acadêmica do curso de Ciências Biológicas na UFFS - Campus Cerro Largo. Integrante do Movimento Mulheres Indígenas do Amazonas.
- Maria Lisiane Quevedo - militante no Movimento de Mulheres Camponesas.
- Marlete Gut - mestre em Educação (Universidade La Salle - Canoas - RS). Coord. Pedagógica e vice-diretora no Colégio La Salle Medianeira - Cerro Largo - RS.
- Marta Schoffen - professora com atuação em diversos níveis na rede municipal de Cerro Largo e estadual do Rio Grande do Sul, com formação em Letras e especialização em Interdisciplinaridade. Atualmente é Secretária de Educação do município de Cerro Largo.
- Rosana Figueiredo Vargas - professora da rede municipal de Santo Ângelo e estadual do Rio Grande do Sul. Mestre em Docência Universitária pela UTN-UFBA-AR. Ativista pelos Direitos das Mulheres e membro do conselho do Coletivo Mulheres na Luta - Santo Ângelo.
- Simoni Priesnitz - mestre em Ensino Científico e Tecnológico (URI - Santo Ângelo). Diretora do Colégio La Salle Medianeira - Cerro Largo.
Com mediação da prof.ª Bedati Finokiet - historiadora, pedagoga e coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas - NEABI - da UFFS Campus Cerro Largo.
Através de depoimentos sobre suas trajetórias pessoais e profissionais, as convidadas trouxeram à discussão os desafios que as mulheres ainda enfrentam em diferentes dimensões da vida.
Eunete citou a importância da mulher na comunidade indígena como guardiã da cultura e dos valores, responsável por transmitir conhecimento entre as gerações.
Maria Lisiane traçou uma ligação entre o fenômeno da discriminação da mulher e o capitalismo contemporâneo.
Marlete e Simoni rememoraram sua trajetória à frente do Colégio La Salle e a desconfiança tanto da comunidade externa quanto interna, diante de duas mulheres leigas assumindo o legado de uma instituição de longa trajetória masculina e clériga.
Marta fez um resumo de sua biografia e sua interação com os preconceitos sociais contra a mulher, desde o machismo vivenciado no lar de origem, passando pela não valorização das professoras como profissionais, quando atuou no magistério, e chegando ao preconceito nos espaços de poder, quando foi eleita vereadora.
Rosana comentou sobre a importância do feminismo enquanto oposição ao machismo estrutural e base de enfrentamento às taxas de feminicídio.
A mediadora profª Bedati encerrou ressaltando a importância do evento como parte da formação dos acadêmicos e preparação para os desafios que a temática trará para os futuros profissionais no ambiente escolar.
O evento foi promovido pelo Diretório Acadêmico do curso de Pedagogia (DA Corujão) e pelo NEABI.