É justamente a possibilidade de ampliar o acesso a esse patrimônio que conecta o primeiro trabalho ao projeto “Museu 25 de Julho e outros espaços de circulação”, coordenado pela professora Caroline Mallmann Schneiders e desenvolvido desde maio de 2025. A iniciativa trabalha na criação de um site para o museu, que permitirá disponibilizar no ambiente digital parte dos materiais preservados em seu acervo. “O objetivo é contribuir para a preservação do patrimônio histórico e cultural mantido pelo museu e, ao mesmo tempo, ampliar o acesso da comunidade a esse acervo por meio da criação de um espaço virtual”, explica a coordenadora professora Caroline Mallmann Schneiders.
Atualmente, o projeto realiza os processos de organização do layout do site, bem como processo de coleta das informações gerais que serão inseridas em sua página inicial. “É uma etapa que exige um trabalho cuidadoso de pesquisa, revisão e organização das informações, buscando garantir que o ambiente virtual seja acessível, funcional e representativo da história preservada pelo museu”, aponta Caroline.
Também está prevista a disponibilização no site da catalogação da coleção do jornal O Cerro Largo, pertencente ao acervo do museu cuja catalogação foi realizada pelo programa coordenado pela professora Ana Beatriz Ferreira Dias. Para Caroline, colocar esses materiais em circulação “também é uma forma de aproximar a comunidade de sua própria história”.
As experiências envolvem estudantes de graduação e pós-graduação, técnicos administrativos, professores e colaboradores externos em diferentes etapas do trabalho. Para a bolsista Isabeli Knebel, “a participação proporcionou o desenvolvimento de diversas habilidades acadêmicas e profissionais, como pesquisa documental, escrita formal, organização de informações, catalogação, utilização de ferramentas digitais e trabalho em equipe. Além disso, a experiência extensionista contribui para o fortalecimento do senso crítico e da responsabilidade social, uma vez que permite compreender a importância da preservação da memória coletiva enquanto compromisso cultural e cidadão”.
A articulação evidencia como diferentes etapas fazem parte de um mesmo processo de preservação da memória: conservar os documentos físicos, conhecer e organizar o acervo, digitalizá-lo e criar condições para que ele seja consultado e apropriado pela comunidade. “O museu configura-se como um espaço de preservação da identidade cultural, de fortalecimento da memória social e de valorização das narrativas históricas locais. O espaço online amplia essa possibilidade, tornando o patrimônio mais acessível à comunidade”, afirma Caroline.
A professora Ana Beatriz ressalta a importância do trabalho conjunto para a realização das ações. “Foi um trabalho tecido a muitas mãos e mentes. Um trabalho coletivo que deu origem a uma profícua parceria entre a UFFS e o Centro Cultural 25 de Julho, marcada pelo respeito às trajetórias, aos saberes e às contribuições de cada instituição. Representado por seu presidente, José Hister, o Centro Cultural, entidade mantenedora do Museu 25 de Julho, acolheu nossas propostas e caminhou conosco na construção das ações de documentação museológica ao longo desses anos”, conclui.