Núcleo do Cebes promove evento e abre discussões para a comunidade regional
Depois de seis meses de atividades de estruturação na UFFS – Campus Chapecó, Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) inicia a participação regional com roda de conversa

Assessoria Acadêmica do Campus Chapecó

Publicado em: 29 de junho de 2017 18h06min / Atualizado em: 30 de junho de 2017 09h06min

Compartilhar página Compartilhar via Facebook Compartilhar via Twistter Compartilhar via Google Plus

Um evento na terça-feira (4) marca a abertura do Núcleo do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) em Chapecó para a comunidade regional. Iniciado na UFFS – Campus Chapecó, o Núcleo do Cebes promove a roda de conversa “Saúde não é Mercadoria”, que terá início às 17h, no auditório do Bloco da Biblioteca.

Conforme uma das professoras da UFFS – Campus Chapecó que está à frente da constituição do Cebes, Daniela Savi Geremia, o objetivo é “agregar, articular diversos pontos de pauta, tendo em vista que o SUS está ameaçado, o que envolve questões políticas, econômicas e na relação público-privada”.

O evento terá uma apresentação do Núcleo do Cebes, um histórico do Movimento da Reforma Sanitária Brasileira – no intuito de resgatar os princípios e diretrizes instituídos na criação do Sistema Único de Saúde. Depois será aberto o debate para as relações público-privadas abertas pelo sistema de saúde atual. “Traremos à tona, principalmente, os planos acessíveis de saúde, que têm sido uma proposta do Ministério da Saúde”, frisa a professora.

A outra professora da UFFS – Campus Chapecó que puxou a criação do núcleo em Chapecó, Maria Eneida de Almeida, ressalta que “é importante lembrar que ‘a saúde como um direito’ foi o grande lema que criou o Cebes, em 1976. E que a luta dos movimentos sociais e da Reforma Sanitária Brasileira conseguiu levá-la à Constituição Federal. Foi através da base da sociedade, dos movimentos sociais, que se conseguiu o princípio da universalidade da saúde. Após 40 anos a gente está resgatando a mesma luta. Já era um direito, já estava garantido, a população brasileira já estava usufruindo. E o que acontece agora? Tudo de novo. Ou seja, é um grande retrocesso, é um grande passo atrás. A criação do núcleo tem como mote principal a luta, a resistência a esse desmonte”, explica a professora.

Daniela ainda ressalta que apesar do Cebes buscar a garantia do direito à saúde, ele extrapola o setor saúde. “Debates como previdência, reforma trabalhista, segurança, moradia, desigualdades sociais, dignidade humana, igualdade racial são temas extrassetoriais, mas que fazem parte do escopo do interesse do Cebes”. E Maria Eneida completa: “porque tudo isso determina a saúde de um povo”.