Produtores relatam melhorias na qualidade de leite após atendimento de programa da UFFS

PET Medicina Veterinária e Agricultura Familiar atende 10 propriedades em Realeza e Santo Antônio do Sudoeste
Assessoria de Comunicação do Campus Realeza
Publicado em: 13 de setembro de 2017 07h40min / Atualizado em: 13 de setembro de 2017 10h25min

O Programa de Educação Tutorial (PET) Medicina Veterinária e Agricultura Familiar da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Realeza vem mudando as práticas de produção leiteira dos pequenos produtores da região Sudoeste do Paraná. O resultado do trabalho é percebido no aumento da produtividade por animal, assim como na qualidade do leite produzido, por meio de técnicas de manejo adequadas.

Criado em 2011, o PET atua nas pequenas propriedades da agricultura familiar, avaliando as condições de produção e promovendo ações junto aos produtores para a melhoria da qualidade do leite, da saúde humana e dos animais, o aumento da produtividade e da renda familiar. "Acompanhamos a propriedade como um todo, oferecendo instruções sobre manejo e higienização de ordenha, nutrição de animais, cuidados na criação de bezerras, controle de mastite e outras doenças que acometem o rebanho leiteiro, além de orientações sobre uma produção mais sustentável",  explica a coordenadora do PET, professora Fabiana Elias.

O programa atende 10 propriedades rurais, localizadas nos municípios de Realeza e Santo Antônio do Sudoeste. E o acompanhamento está fomentando histórias de sucesso, como a do produtor Ademar Pilone. Há mais de dois anos sendo atendido pelo PET, o produtor está prestes a implantar o sistema silvipastoril, uma opção que consiste na combinação intencional de árvores, pastagens e gado numa mesma área e ao mesmo tempo. Ou seja, a sustentabilidade é a base do sistema, que contribui para o aumento da produtividade e na melhoria do bem-estar animal.

"Pretendo implantar o sistema silvipastoril até o final deste ano, porque hoje tenho um alto custo no plantio de pastagem fazendo o plantio duas vezes ao ano: um capim para o inverno e outro para o verão. Com o clima cada vez mais quente, o sistema vai ajudar no sombreamento para os animais e terei um custo menor com o plantio de pastagem, já que será feito apenas uma vez ao ano", projeta Pilone.

O produtor fala ainda das mudanças que contribuíram para a produção de 200 litros de leite por dia, em média. "Melhoramos muita coisa, pois recebemos orientações sobre limpeza de equipamentos, processos de ordenha, manejo de animais e outras dicas importantes. Tenho orgulho de dizer que temos um leite de boa qualidade", comemora Pilone.

Em Santo Antônio do Sudoeste, a história se repete na propriedade de José Antônio Barichello. Atendido por quatro anos pelo Programa, o produtor viu a qualidade do leite melhorar e tornou-se referência pelo modelo de gestão. Atualmente, a produção está de acordo com a Instrução Normativa 62, legislação que estabelece quantidade de sólidos, contagem de células somáticas e contagem bacteriana total na produção de leite.

Além do acompanhamento às propriedades com foco na melhoria da qualidade do leite, o PET Medicina Veterinária e Agricultura Familiar  desenvolve atividades voltadas à comunidade acadêmica e regional, promovendo seminários, palestras, cursos, oficinas, campanhas de vacinação, entre outros. "Os benefícios são refletidos tanto na propriedade rural, como na formação dos acadêmicos, pois eles elaboram as atividades, atendem os produtores e realizam produções científicas, que são apresentadas em diversos congressos nacionais e internacionais", pontua Fabiana Elias.


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