Curso de Geografia propõe experiência mais próxima das escolas para o Estágio Supervisionado

É a chamada "Residência Pedagógica", que pretende, entre outras coisas, gerar ao estudante um acompanhamento mais focado e organizado para aprender a ser professor de Geografia
Assessoria de Comunicação do Campus Chapecó
Publicado em: 20 de abril de 2017 17h25min / Atualizado em: 24 de abril de 2017 08h14min

Estudantes de Geografia da UFFS – Campus Chapecó estão realizando os estágios curriculares supervisionados de uma forma diferente. A “Residência Pedagógica”, experiência proposta pela professora Adriana Andreis, pretende qualificar o estágio, aproximando ainda mais universidade e escola, melhorando os debates e intensificando as aprendizagens mútuas dos conhecimentos formativos de professor de Geografia – tanto para estudantes quanto para os professores da escola.

Segundo a professora Adriana, nos estágios tradicionais, os estudantes têm aulas – geralmente no campus – e atividades com escolas dos municípios da região. Inicialmente são atividades de reconhecimento do campo escolar, como observações do ambiente, estudo do Projeto Pedagógico, entrevista com os sujeitos pedagógicos (pais, alunos, professores, gestor, assessores, etc.), acompanhamentos de aulas e participações em reuniões. Já nos estágios finais, acontecem atividades efetivas de docência no Ensino Fundamental (Estágio II) e Médio (Estágio IV). O professor titular de estágios realiza pelo menos uma visita de acompanhamento na escola.

A nova proposta tem como “pretensão mais importante envolver a complexificação das aprendizagens mútuas, de reconhecimento da escola como espaço de formação do professor, com a colaboração da escola, mas sob a responsabilidade acadêmico-formativa da Universidade e do curso de Licenciatura”, explica a professora. Ela ainda enfatiza que “o processo permitirá tensionar a relação da dimensão da escola enquanto espaço formativo da profissionalidade docente com abertura à reflexão na ação e para a ação, ou seja, aprimorar a dimensão da pesquisa implicada no estágio”.

Em função dos limites das escolas (turmas e horários para estágios, escolas dispostas a acompanhar, professores dispostos a abrir suas aulas aos estagiários) e dos acadêmicos (seus lugares e seus horários), num universo de mais de 40 estagiários apenas no curso de Licenciatura em Geografia, o grupo envolve quatro estagiários na Escola Lara Ribas.

O caminho até que iniciasse, de fato, esse modelo – a primeira vivência aconteceu na terça-feira (18) –, passou por conversas e planejamentos. O projeto-piloto foi aprovado pela professora Maria Salete Perin, do setor de Estágios da Gerência Regional de Educação (GERED), pela coordenadora de estágio na Escola Lara Ribas, professora Giovana Boicko, e pelas professoras de Geografia do Ensino Médio da Escola Lara Ribas, Luzia Zuanazzi e Annelise Schmidt.


A proposta prevê uma série de ganhos aos envolvidos:
- Os alunos da Universidade terão um acompanhamento mais focado e organizado para aprender a ser professor de Geografia, com as vivências com os professores de Geografia, gestores e alunos, e estudando os documentos da unidade escolar;
- Os professores da escola podem potencializar suas aprendizagens com os estudos e vivências dos estagiários e, paralelamente, coadunar de modo mais organizado e focado tanto a coordenação de horários, atividades e participações, quanto a contribuição na formação do estagiário;
- A Universidade tem condições de dialogar com os professores da escola e acompanhar mais interativamente os estágios na EB;
- A convivência num formato laboratorial entre universidade e escola permite tanto para a escola como para a universidade a atualização dos debates e reflexões, aproximando-se da noção de formação continuada para os atores implicados;
- O fortalecimento do diálogo acerca das aprendizagens entre os estagiários e destes com todos os sujeitos da escola;
- A vivência agrega diferentes contextos de aprendizagem e assume, efetivamente, que o campo de estágio compõe parte da aprendizagem de professor de Geografia na Educação Básica;
- A oportunidade de pesquisa, que compreende reflexão no processo de ação e o avanço à produção de conhecimento;
- A maior presença do professor da escola no contexto universitário (inclusive nas aulas e nos seminários de estágio);
- A formação continuada para os professores envolvidos;
- A aproximação desafia os professores à Pós-graduação Stricto Sensu.